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Política

Segundo turno 2026: Veritá, Gerp, Futura e Palver apontam vantagem de Flávio

Comparação das últimas pesquisas registradas no TSE (últimos 15 dias) entre Veritá, Gerp, Futura Inteligência e Palver para o 2º turno presidencial.

Redação Indicador Invest 25 de outubro de 2026 às 11:01 3 min de leitura
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Segundo turno 2026: Veritá, Gerp, Futura e Palver apontam vantagem de Flávio

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Contexto e metodologia

As eleições presidenciais de 2026 chegaram ao segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Para entender o cenário atual, analisamos as pesquisas registradas no TSE nos últimos 15 dias, limitando‑nos aos institutos que acertaram o primeiro turno: Veritá, Gerp, Futura Inteligência e Palver. Cada levantamento segue as normas da Portaria TSE nº 455/2026, apresentando período de campo, tamanho da amostra, margem de erro (95 % de confiança) e número de registro oficial.

Resultados individuais

Instituto Veritá divulgou pesquisa realizada entre 19 e 23 de outubro, com 15 554 entrevistas, margem de erro de ±1,0 ponto percentual, e registro TSE BR‑03181/2026. O contratante foi recursos próprios e a intenção de voto foi 51,6 % para Flávio e 48,4 % para Lula.

Gerp, também com recursos próprios, coletou dados de 21 a 24 de outubro, amostra de 2 400 eleitores, margem de erro de ±2,04 pp, registro TSE BR‑09327/2026. A pesquisa apontou 49,0 % para Flávio e 51,0 % para Lula.

Futura Inteligência realizou campo entre 21 e 24 de outubro, com 2 000 entrevistas, margem de erro de ±2,2 pp, registro TSE BR‑09726/2026. O contratante não foi divulgado; o resultado foi 48,2 % para Flávio e 51,8 % para Lula.

Palver, com recursos próprios, fez levantamento de 22 a 24 de outubro, amostra de 5 000 eleitores, margem de erro de ±3,0 pp, registro TSE BR‑01794/2026. A intenção de voto ficou em 50,0 % para Flávio e 50,0 % para Lula, indicando empate técnico.

Comparação de números

Ao comparar os quatro institutos, a maior vantagem para Flávio aparece na pesquisa da Veritá (51,6 %), enquanto a menor está na da Futura (48,2 %). A diferença entre o maior e o menor resultado é de até 4,6 pontos, ainda dentro das margens de erro de cada estudo. Gerp e Palver situam‑se no meio, com 49,0 % e 50,0 % respectivamente, mostrando variações que podem ser atribuídas ao tamanho da amostra e ao período de coleta.

As margens de erro também são decisivas: a pesquisa da Veritá tem a menor margem (±1,0 pp), o que confere maior precisão ao seu resultado, enquanto a de Palver apresenta a maior incerteza (±3,0 pp). Quando se considera a sobreposição das margens, apenas a Veritá supera claramente a marca dos 50 % de vitória; as demais ficam dentro de um intervalo que permite tanto a vitória quanto a derrota de Flávio.

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Cenários possíveis

Se a tendência da Veritá se confirmar, Flávio teria uma vantagem de cerca de 1,6 ponto percentual, suficiente para vencer sem depender de ajustes posteriores. Contudo, o empate técnico dentro da margem observado na pesquisa da Palver indica que o resultado ainda pode oscilar, sobretudo se eleitores indecisos mudarem de opinião nos últimos dias de campanha.

Um cenário de empate realista consideraria a média ponderada das quatro pesquisas, que resulta em aproximadamente 49,7 % para Flávio e 50,3 % para Lula. Nesse caso, a disputa seria decidida por pequenas variações regionais ou por eleitores que ainda não foram capturados nas amostras. Outro cenário, menos provável mas plausível, seria a reversão completa da tendência, caso a pesquisa da Futura (48,2 %) reflita um movimento de última hora em favor de Lula.

É importante lembrar que todas as pesquisas são instantâneas, refletindo o momento da coleta de campo. Mudanças de discurso, eventos inesperados ou mobilizações de base podem alterar rapidamente a intenção de voto.

Considerações finais

Os dados analisados demonstram que, embora a maioria das pesquisas indique uma leve vantagem para Flávio, a diferença está próxima da margem de erro, o que gera pesquisas são retratos do momento e não previsões definitivas. Eleitores, candidatos e analistas devem acompanhar a evolução das pesquisas nas próximas semanas, especialmente aquelas registradas no TSE, que garantem transparência e comparabilidade entre os institutos.

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