Política
Segundo turno 2026: AtlasIntel, Datafolha e Quaest lideram
Comparativo das pesquisas de intenção de voto para o 2.º turno da presidência, com dados de AtlasIntel, Datafolha, Quaest e outros, analisando margens de erro e cenários.
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Panorama geral das pesquisas recentes
Nos últimos quinze dias (de 4 a 19 de outubro de 2026) foram registradas no TSE dezenas de pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial. Os candidatos em disputa são Flávio Dino (lado de esquerda) e Luiz Inácio Lula (PT). As pesquisas mostram variações entre 44 % e 52 % de preferência para Flávio, enquanto Lula tem de 46 % a 51 % nas mesmas amostras. As margens de erro oscilam entre ±1,0 ponto percentual (pp) e ±3,0 pp, o que gera alguns empates técnicos em determinados institutos.
Comparativo dos institutos e resultados
AtlasIntel (recursos próprios) – campo 13–18/10, n=5.000, ±1,0 pp, registro TSE BR‑02418/2026 – Flávio 49,8 % x Lula 47,7 %.
Nexus (para BANCO BTG PACTUAL S.A.) – campo 16–18/10, n=2.000, ±2,0 pp, registro TSE BR‑04499/2026 – Flávio 46,5 %.
PoderData (recursos próprios) – campo 16–18/10, n=3.000, ±1,8 pp, registro TSE BR‑02586/2026 – Flávio 52,0 %.
DataTrends (recursos próprios) – campo 15–17/10, n=2.000, ±2,19 pp, registro TSE BR‑04454/2026 – Flávio 51,5 %.
Futura (recursos próprios) – campo 16–17/10, n=2.000, ±2,2 pp, registro TSE BR‑06715/2026 – Flávio 50,4 %.
Vox Brasil (recursos próprios) – campo 15–17/10, n=2.100, ±2,15 pp, registro TSE BR‑04332/2026 – Lula 46,4 % (Flávio 53,6 %).
Gerp (recursos próprios) – campo 14–16/10, n=2.400, ±2,04 pp, registro TSE BR‑05187/2026 – Flávio 50,0 %.
Instituto Veritá (recursos próprios) – campo 12–16/10, n=15.554, ±1,0 pp, registro TSE BR‑01107/2026 – Flávio 51,1 %.
Datafolha (para EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S.A.) – campo 13–15/10, n=2.520, ±2,0 pp, registro TSE BR‑00466/2026 – Flávio 47,0 %.
Ipespe (recursos próprios) – campo 13–15/10, n=1.500, ±2,6 pp, registro TSE BR‑00223/2026 – Flávio 48,0 %.
MDA (para CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE) – campo 13–15/10, n=2.002, ±2,2 pp, registro TSE BR‑00652/2026 – Flávio 46,8 %.
Indexa (para AGÊNCIA ESTADO S.A.) – campo 13–14/10, n=2.000, ±2,19 pp, registro TSE BR‑04629/2026 – Flávio 44,0 %.
Palver (recursos próprios) – campo 10–14/10, n=5.000, ±3,0 pp, registro TSE BR‑08028/2026 – Flávio 50,0 %.
Quaest (para EDITORA GLOBO S/A; GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A) – campo 10–13/10, n=2.154, ±2,0 pp, registro TSE BR‑08729/2026 – Flávio 46,0 %.
Empates técnicos e margens de erro
Considerando as margens de erro, alguns institutos apresentam empates técnicos entre os candidatos. Na pesquisa da Datafolha (±2,0 pp) Flávio tem 47,0 % contra 48,0 % de Lula, o que coloca a diferença dentro da margem (empate técnico). O mesmo ocorre na pesquisa da Ipespe (±2,6 pp) com Flávio 48,0 % e Lula 46,0 % (diferença de 2 pp). Já a pesquisa da AtlasIntel, com margem de ±1,0 pp, mostra Flávio à frente por 2,1 pp, indicando vantagem fora da margem de erro. Em contrapartida, a Vox Brasil aponta Lula à frente (46,4 % vs 53,6 % de Flávio) com margem de ±2,15 pp, mas a diferença de 7,2 pp supera a margem, indicando liderança clara para Lula nessa amostra.
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Evolução nos últimos dias e cenários possíveis
Entre 10 e 18 de outubro, a tendência geral aponta para um estreitamento da disputa. As pesquisas de 13/10 (Palver, Quaest) mostravam Flávio entre 44 % e 50 % e Lula entre 46 % e 50 %. Já nas de 16–18/10 (AtlasIntel, Nexus, PoderData, DataTrends) Flávio ganhou força, chegando a 52 % na PoderData, enquanto Lula recuou para 46 % na mesma pesquisa. Essa alta volatilidade pode refletir reações a debates recentes e à divulgação de propostas de governo.
Cenários possíveis: (i) manutenção da liderança de Flávio se a tendência de alta nas pesquisas de maior porte (AtlasIntel, PoderData) se confirmar; (ii) reversão para Lula caso as pesquisas de menor margem (Datafolha, Ipespe) reflitam a opinião dos eleitores indecisos; (iii) empates técnicos persistentes, gerando segundo turno extremamente competitivo, sobretudo nas regiões onde as margens de erro são maiores.
Conclusão
As pesquisas registradas no TSE nos últimos quinze dias oferecem um retrato do momento eleitoral, mas não constituem previsões definitivas. As variações de metodologia, tamanho da amostra e margem de erro podem gerar diferenças significativas entre os resultados. O eleitor deve acompanhar a evolução das sondagens e considerar que o cenário pode mudar até a data da votação.
Guia educativo produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela redação. Confira valores atualizados nas fontes oficiais. Conteúdo informativo; não constitui recomendação de investimento, jurídica ou tributária.
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