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Política

Rejeição no 2º turno: Datafolha, Quaest e Real Time Big Data

Comparação de três pesquisas registradas no TSE nos últimos 15 dias mostra variações na rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro e analisa possíveis cenários eleitorais

Redação Indicador Invest 22 de outubro de 2026 às 06:03 2 min de leitura
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Rejeição no 2º turno: Datafolha, Quaest e Real Time Big Data

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Contexto das rejeições no segundo turno

A rejeição mede quantos eleitores afirmam que não votariam em determinado candidato caso o segundo turno fosse realizado naquele momento. Esse indicador, diferente da intenção de voto, ajuda a entender a força da aversão e a potencial mobilização de eleitores indecisos ou descontentes.

Detalhes das pesquisas recentes

A pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de S.Paulo, entrevistou 2.520 eleitores entre 13 e 14 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número BR-00466/2026; a rejeição ficou em 46%/44% para Lula e Flávio Bolsonaro, respectivamente.

A Quaest, contratada pela TV Globo e O Globo, ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais entre 17 e 20 de outubro, também com margem de erro de dois pontos percentuais, e tem registro BR-08535/2026; os resultados apontam rejeição de 47%/52% para Lula e Flávio Bolsonaro.

A Real Time Big Data realizou o levantamento entre 15 e 19 de outubro, com 2 mil entrevistados em todo o país, margem de erro de dois pontos percentuais, registrado como BR-02952/2026; a pesquisa indica rejeição de 35%/33% para Lula e Flávio Bolsonaro.

Comparação dos números

Os três institutos apresentam divergências significativas: enquanto a Datafolha mostra uma diferença mínima de dois pontos entre os candidatos, a Quaest indica que Flávio Bolsonaro tem uma rejeição seis pontos maior que a de Lula, e a Real Time Big Data revela uma vantagem de dois pontos para Lula. Todas as margens de erro são de dois pontos, o que coloca as duas primeiras pesquisas dentro de um possível empate técnico, ao passo que a pesquisa da Real Time Big Data aponta um cenário de menor aversão geral, com ambos os candidatos abaixo de 40% de rejeição.

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Cenários possíveis

Se a tendência da Datafolha se confirmar, o segundo turno poderá ser marcado por um equilíbrio estreito, exigindo que as campanhas trabalhem intensamente para converter eleitores indecisos. O cenário da Quaest, com maior rejeição ao candidato do PL, sugere que Flávio Bolsonaro precisará reduzir a aversão para evitar um déficit de apoio. Já a pesquisa da Real Time Big Data, ao indicar rejeição mais baixa para ambos, abre a possibilidade de que a disputa se decida mais por mobilização de bases do que por reação a aversões, reduzindo o risco de um grande número de eleitores que optem por abstenção ou voto nulo.

Nota de cautela

As pesquisas são retratos do momento e não previsões definitivas; variações nas metodologias, no período de campo e nas amostras podem alterar os números, e o comportamento do eleitorado pode mudar até o dia da votação.

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