Política
Rejeição dos candidatos ao 2º turno: Datafolha, Quaest, PoderData e Ipespe
Comparativo das pesquisas recentes (últimos 15 dias) sobre a rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, com margens de erro e cenários
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Panorama das pesquisas recentes
Nos últimos quinze dias, quatro institutos divulgaram levantamentos registrados no TSE que medem a rejeição – a porcentagem de eleitores que afirmam que não votariam “de jeito nenhum” – dos dois candidatos ao segundo turno da Presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As pesquisas são: PoderData/Aya (16‑18 out), Datafolha (13‑14 out), Quaest (10‑13 out) e Ipespe/Abrapel (13‑15 out). Cada estudo traz amostra, margem de erro e número de registro, permitindo uma comparação técnica dos resultados.
A seguir, os principais indicadores de rejeição de cada instituto:
- PoderData/Aya: 48 % rejeitam Lula; 44 % rejeitam Flávio – 3 000 entrevistas, margem de erro 1,8 pontos, registro BR‑02586/2026.
- Datafolha (contratado pela Folha de S.Paulo): 46 % rejeitam Lula; 44 % rejeitam Flávio – 2 520 entrevistas, margem de erro 2 pontos, registro BR‑00466/2026.
- Quaest (encomendado pela Globo e O Globo): 53 % rejeitam Lula; 54 % rejeitam Flávio – 2 154 entrevistas, margem de erro 2 pontos, registro BR‑08729/2026.
- Ipespe/Abrapel: 47 % rejeitam Lula; 47 % rejeitam Flávio – 1 500 entrevistas, margem de erro 2,6 pontos, registro BR‑00223/2026.
Comparativo dos números de rejeição
A diferença entre os candidatos varia de acordo com a metodologia e o tamanho da amostra. A pesquisa da Quaest indica a maior rejeição para ambos, com Flávio ligeiramente à frente (54 % × 53 %). Já a pesquisa da Ipespe mostra um empate exato (47 % × 47 %). PoderData/Aya registra a menor rejeição para Lula (48 %) e para Flávio (44 %). Datafolha, por sua vez, posiciona a rejeição de Lula em 46 % e a de Flávio em 44 %, coincidindo com a margem de erro de 2 pontos que coloca os dois candidatos praticamente empatados.
Empates técnicos e diferenças dentro da margem de erro
Considerando as margens de erro, três das quatro pesquisas apontam para um empate técnico entre os candidatos:
• Datafolha (±2 pontos) – a diferença de 2 pontos entre 46 % e 44 % está dentro da margem, configurando empate técnico.
• Quaest (±2 pontos) – a diferença de 1 ponto (54 % × 53 %) também está dentro da margem, indicando empate técnico.
• Ipespe (±2,6 pontos) – os 0 pontos de diferença são, evidentemente, um empate perfeito.
A única pesquisa que sugere uma diferença relevante é a da PoderData/Aya, onde a diferença de 4 pontos (48 % × 44 %) ultrapassa a margem de erro de 1,8 pontos, apontando uma leve vantagem de Lula em termos de rejeição menor.
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Cenários possíveis a partir dos dados
1. **Cenário de estabilidade** – Se as rejeições permanecerem próximas dos níveis atuais, a disputa permanecerá acirrada. Empates técnicos em três pesquisas sugerem que pequenas variações de campanha ou eventos externos podem mudar a percepção de rejeição rapidamente.
2. **Cenário de aumento da rejeição ao incumbente** – Caso a rejeição de Lula suba para o patamar da Quaest (acima de 50 %), Flávio poderia ganhar vantagem psicológica, já que a rejeição de um candidato costuma refletir a mobilização de eleitores contrários.
3. **Cenário de convergência** – Se as rejeições convergirem para valores semelhantes (por exemplo, 47 % × 47 % como na Ipespe), a decisão final pode depender mais da motivação dos eleitores indecisos e da taxa de abstenção, fatores que não aparecem diretamente nas métricas de rejeição.
Em todos os cenários, a margem de erro indica que as diferenças de até 2 pontos são estatisticamente indistinguíveis, reforçando a necessidade de observar tendências semanais e não apenas um único levantamento.
Considerações finais
As pesquisas de rejeição são retratos do momento e não previsões definitivas do resultado eleitoral. Elas revelam, porém, que tanto Lula quanto Flávio enfrentam níveis elevados de aversão entre os eleitores – acima de 40 % em todas as amostras – o que pode influenciar a dinâmica de campanha nos últimos dias antes do pleito. O acompanhamento contínuo dos levantamentos, especialmente aqueles registrados no TSE, será essencial para entender como essas percepções evoluem até o dia da votação.
Guia educativo produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela redação. Confira valores atualizados nas fontes oficiais. Conteúdo informativo; não constitui recomendação de investimento, jurídica ou tributária.
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