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DF 2026: Celina Leão x Leandro Grass – comparação de pesquisas

Análise das últimas pesquisas registradas no TSE entre 30/09 e 18/10/2026 pelos institutos Quaest, Real Time Big Data, IGAPE e EXATA OP, mostrando números, margens e possíveis cenários para o segundo turno

Redação Indicador Invest 21 de outubro de 2026 às 10:21 4 min de leitura
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DF 2026: Celina Leão x Leandro Grass – comparação de pesquisas

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Contexto e últimas pesquisas

Com a disputa para o governo do Distrito Federal marcada para 25 de outubro, os institutos de opinião têm divulgado levantamentos intensos nos últimos quinze dias. O registro no TSE garante a transparência dos números e permite comparar a evolução da preferência entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT).

Entre as pesquisas mais recentes, destacam‑se quatro trabalhos: a de Quaest (13/10), a de Real Time Big Data (14/10), duas do Instituto Gazeta de Pesquisas – IGAPE (9/10 e 18/10) e a de EXATA OP (30/09‑02/10). Todas estão registradas no portal do Tribunal Superior Eleitoral, com detalhes sobre amostra, período de campo e margem de erro.

Detalhes das pesquisas

A pesquisa da Quaest, encomendada pela Globo, ouviu 1.104 eleitores entre 8 e 11 de outubro, com margem de erro de ±3 p.p.. No cenário de votos válidos, Celina obteve 53 % contra 33 % de Grass, enquanto 8 % somaram brancos, nulos ou indecisos. Registro TSE: DF‑08737/2026.

Real Time Big Data divulgou, em 14 de outubro, um levantamento auto‑encomendado que entrevistou 1.600 eleitores de 9 a 13 de outubro. A margem de erro foi de ±2 p.p., e os resultados apontaram 60 % a 40 % nos votos válidos. Registro TSE: DF‑01170/2026.

O Instituto Gazeta de Pesquisas (IGAPE) apresentou duas edições. A primeira, de 5 a 7 de outubro, contou com 1.200 entrevistas, margem de erro de ±2,8 p.p., e registrou 60,7 % a 39,3 % nos votos válidos. Contratante: TV Atual (Record News). Registro TSE: DF‑00054/2026. A segunda, de 16 a 17 de outubro, manteve a mesma amostra e margem, confirmando 60,7 % a 39,3 % nos votos válidos. Registro TSE: DF‑08796/2026.

A pesquisa da EXATA OP, divulgada em 30 setembro, foi a mais ampla, com 4 000 entrevistas presenciais entre 30 setembro e 2 outubro. A margem de erro foi de ±1,7 p.p.. No cenário de votos válidos, Celina alcançou 56 % contra 34 % de Grass; na simulação estimulada, os números foram 45,9 % a 25,8 %. Registro TSE: DF‑03550/2026.

Comparativo dos resultados

Os quatro institutos apontam uma vantagem consistente de Celina, mas a amplitude varia conforme a margem de erro e a metodologia. Enquanto a EXATA OP registra a menor diferença (20,1 p.p. entre 45,9 % e 25,8 %), a Real Time Big Data indica um salto de 20 p.p. (60 % × 40 %).

Considerando as margens, apenas a pesquisa da EXATA OP apresenta um possível empate técnico entre os candidatos, já que a diferença de 2 p.p. entre 56 % e 54 % (votos válidos) está dentro da margem de ±1,7 p.p. As demais pesquisas mantêm a vantagem de Celina acima do limite da margem, indicando liderança clara.

A evolução temporal mostra um leve aumento da preferência por Celina nas últimas duas semanas: a Quaest (53 %) e a EXATA OP (56 %) foram colhidas antes da IGAPE (60,7 %). Esse movimento pode refletir a consolidação da base governista após a primeira‑turno e a proximidade da campanha final.

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Cenários e implicações

Se a tendência observada nas pesquisas de IGAPE e Real Time Big Data se confirmar, Celina fechará o segundo turno com cerca de 20 pontos de vantagem, o que dificultaria a reversão de Grass mesmo com intensas mobilizações de base. A margem de erro de 2,8 p.p. ainda deixa espaço para pequenas variações, mas não para um empate.

Um cenário mais conservador, baseado na EXATA OP, sugere que a corrida pode ficar mais apertada, com diferença de 20 p.p. nos votos válidos (56 % × 34 %). Nesse caso, a margem de erro de ±1,7 p.p. permite que Grass alcance até 36 % sem ultrapassar Celina, mantendo‑a como favorita, porém com risco de empate técnico se houver mudança de opinião nos eleitores indecisos (8 %).

A presença de 8 % a 12 % de eleitores que ainda não decidiram (conforme Quaest e IGAPE) indica que a campanha nas duas semanas finais pode influenciar o resultado, sobretudo nas áreas com maior indecisão. Estratégias de debate, alianças e mobilização de lideranças locais serão decisivas para reduzir esse contingente.

Conclusão

Todas as pesquisas analisadas são registros recentes e metodologicamente sólidos, mas devem ser vistas como retratos do momento e não como previsões definitivas. A vantagem de Celina Leão permanece consistente, embora a amplitude varie entre 20 p.p. e 23 p.p. dependendo do instituto. O eleitorado ainda tem margem para alterações, sobretudo entre os indecisos, e a campanha final será crucial para definir se a liderança se amplia ou se aproxima de um possível empate técnico.

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